quarta-feira, 16 de maio de 2012


É suficientemente frustrante quando o que mais queremos e desejamos não acontece: ver os nossos sonhos a derreter como cubos de gelo por entre os dedos. É injusto, eu lutei e nunca desisti. Dói tanto, por dentro. Tenho um nó no peito que não me deixa respirar bem (e não estou a dizer só por dizer, tenho mesmo). Só me apetece chorar mas, ao mesmo tempo, sentir-me-ei estúpida se o fizer, não vai resolver nada, o tempo não volta atrás. É injusto, a culpa não é minha. Fiz tudo o que podia fazer, ouvi tudo o que tinha para ouvir, resisti a tudo o que me frustrou e nunca desisti, nunca! Isso devia contar, ou não? A culpa não é minha! 
O que dói mais é ver a desilusão nos olhos dos outros, mas eles não sabem. Ninguém sabe como é, eu não tive culpa! Fiquem do meu lado, apoiem-me, não me deixei agora. A culpa não é minha!

terça-feira, 15 de maio de 2012





Ele não me ouve. Digo-lhe tudo e fico contente por isso, "consegui dizê-lo", penso. Treta. Ele não ouve.


Gosto de olhar para ele, ele é lindo; o colo dele é confortável e protector; os olhos dele ás vezes brilham e ele diz "amo-te" de forma doce; ele não me deixa desistir de encontrar o caminho certo quando o mundo acaba e voltar atrás parece ser a única solução; ele diz que é estúpido desistir de algo que já começamos, logo, nós, vamos ficar os dois, juntos, para sempre, porque já começou; também me deixa vermelha de vergonha e diz que sou perfeita; ri muito e tem o sorriso mais bonito; quando não estou com ele, lembro-me das frases ditas por ele e sorrio sempre; gosto do cheiro, dos beijos e do coraçãozinho dele; a voz dele não é muito grossa, mas é engraçada, eu gosto muito; ele não me deixa, ele é ciumento; é complicado e não tem livro de instruções; é do tamanho do Mundo e guarda-o bem; diz o que eu quero ouvir, mima-me demasiado; ele não é normal, normais são os outros; ele é meu. Tretas! Ele não ouve.

sábado, 5 de maio de 2012